Hipertensão
Arterial


As doenças mais perigosas são aquelas que não nos dão nenhum alerta, ou seja, são assintomáticas, até que haja uma crise.

Assim é com a hipertensão arterial sistêmica, comumente chamada de pressão alta.

Ainda que apresente algum desconforto, o mesmo pode ser confundido com um mal estar ou dores de cabeça comum, fazendo com que o paciente sequer procure o médico.

Hipertensão arterial sistêmica:
A pressão alta se dá quando a pressão arterial sistólica, contração, igual ou maior 120 mmHg (milímetros de mercúrio) e diastólica a de dilatação, igual ou maior que 80 mmHg, mais conhecida, como 12 por 8.

Acima disso, já desperta preocupação, sendo considerada alta, demandando de atenção e tratamento.

Efeitos da hipertensão:
A pressão alta, com o tempo, danifica as paredes arteriais, o que pode levar a uma série de complicações, como a aterosclerose que é o acumulo de depósitos ou de chapas de gordura nas paredes que alinham as artérias, calcificando-as e as deixando frágeis, o que restringe o fluxo de sangue, ou possibilita a formação de coágulos, facilitando ataques do coração ou AVCs.

Além disso, os bloqueios vasculares relacionados com a arteriosclerose podem lesar a retina ocular (retinopatia relacionada com a hipertensão) o que, à longo prazo, causa transtornos na visão.

A hipertensão não tratada pode causar várias lesões também ao coração.

Quanto maior for pressão arterial, mais o coração esforça-se para bombear o sangue para a artéria principal, a aorta.

O músculo cardíaco adapta-se a esse estresse crescente e engrossa com o passar do tempo, criando uma hipertrofia do músculo cardíaco, criando o chamado ”coração hipertenso”, dificultando seu funcionamento, e, em comparação a pessoas com pressão arterial normal, o risco de ter um ataque aumenta três ou quatro vezes para os pacientes com pressão alta.

Em 1/3 dos casos, a pressão alta afeta diretamente o cérebro, causando o fechamento de uma artéria cerebral, por um coágulo de sangue que destrói a parede calcificada da artéria, causando o famoso derrame cerebral ou AVC.

Outro órgão que pode ser afetado é o rim. Ocorre quando há problemas nas veias menores, que representam parte do seu sistema de filtração. Caso o paciente tenha diabetes e hipertensão, os rins ficam ainda em maior risco.

O problema da desinformação:
Estudos apontam que muitos dos pacientes, abandonam o tratamento, ou se quer tem acesso a ele, por falta de informações.

A pressão alta, não tem uma cura, ou seja, é crônica e precisa ser controlada. Muitos o fazem com medicação, entretanto, é possível controlá-la com mudança de hábitos alimentares, exercícios e recursos naturais.

Mas suas consequências são severas. Por isso é importante estar atento a todos os sintomas e procurar o seu cardiologista para avaliação.

Sintomas mais comuns

  • Vertigem
  • Sonolência
  • Dor de Cabeça
  • Dor na parte de trás do pescoço
  • Falta de ar
  • Visão borrada ou dobrada
  • Sensação de calor
  • Náusea e às vezes vômitos
  • Hemorragias nasais, repentinas e severas
  • Pulsação do coração irregular


  • Causas da hipertensão

    Entre os pacientes hipertensos, 95% não possuem causa orgânica, ou seja, ela é causada por predisposições hereditárias e fatores externos como, estresse, obesidade, ou má alimentação.

    Doenças orgânicas ou distúrbios hormonais são os responsáveis pela hipertensão em apenas 5% dos casos.

  • 95% Primária: Relacionada ao meio ambiente, ou seja, a seu estilo de vida. Alimentação, sedentarismo, estresse, tabagismo, consumo de álcool, hereditariedade, etc.
  • 5% Secundária: Causas que são identificáveis, como uso de alguns medicamentos, gravidez ou doenças renais.